Política

Mendes tem liberdade para rever contratos, diz Taques ao ‘fugir’ de polêmicas

O governador Pedro Taques (PSDB) afirmou que o próximo chefe do Executivo, Mauro Mendes (DEM), tem direito de revisar os contratos firmados nos últimos 90 dias da atual gestão e questionar despesas futuras. O tucano evitou entrar em polêmica após Mendes chamar de “despesas ilegais e imorais” o montante de R$ 91 milhões que Taques se comprometeu a repassar para a Secretaria de Saúde em várias parcelas sendo que 96% da dívida terá que ser arcada pela gestão do democrata.

“A partir de 1º de janeiro, Mauro Mendes é governador e tem toda a liberdade de fazer o que desejar”, argumentou Pedro Taques ao ressaltar que não existe possibilidade de um governo ser encerrado sem dívidas. “A dívida é do governo do Estado. Não é do Pedro Taques. A dívida é do governo do Estado e existe o princípio da continuidade. Ninguém termina tudo sem dívida”, complementou o Tucano durante entrevista na última sexta-feira.

Mendes divulgou, no final de novembro, em suas redes sociais, um vídeo em que comunicou possíveis revisões nos contratos firmados nos últimos 90 dias da gestão Pedro Taques. O recado foi para deixar claro a Pedro Taques que ele está de olho e vai contestar despesas contraídas pelo tucano no apagar das luzes envolvendo principalmente incentivos ficais.

“Nós estamos continuando os trabalhos da transição. Nossas equipes estão trabalhando, fazendo análise dos números. Eu queria neste momento comunicar a todos, principalmente a fornecedores, todos aqueles que estão envolvidos nas cadeias de fornecimento. Todas as decisões que foram tomadas, ou que serão tomadas nos últimos 90 dias, elas serão passíveis de uma reanálise e algumas delas passíveis até de alteração”, afirmou o democrata na ocasião.

Mendes também ingressou com uma ação no Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT) para barrar o que chamou de “portarias ilegais e imorais” assinadas por Taques e pelo atual secretário de Estado de Saúde, Luiz Soares.

A ação no TCE e visa sustar os efeitos das portarias que criaram despesas na Secretaria de Saúde, na ordem de R$ 91 milhões, sendo que mais de 96% da despesa terão que ser arcados pela gestão de Mauro. “Isso é ilegal e imoral. Taques não paga o que deve e ainda solta cheque sem fundo na praça”, ressaltou Mauro Mendes no começo da semana.