Política

Mauro discorda em aumentar 10% repasse financeiro para tribunais e Ministério Público

O pedido de 10% no aumento do duodécimo feito pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE), Tribunal de Justiça e Ministério Público, protocolado na Assembleia Legislativa, no final de novembro, não deve ser concedido e não entrará na Lei Orçamentária Anual (LOA) que é elaborada pelas equipes de transição do governador Pedro Taques (PSDB) e do governador eleito, Mauro Mendes (DEM), esperada para ser votada em janeiro.

A negativa é de Mauro Mendes, que, após se reunir com os deputados estaduais, disse que em vez de aumentar é necessário reduzir os custos dos poderes, a exemplo do que ele está planejando para o Executivo. “Nós temos um déficit programado de R$ 1,5 bilhão e todo aumento piora o déficit. Sobe para R$ 1,6 bilhão, R$ 1,7 bilhão e pode chegar a R$ 10 bilhões se quiser, não tem problema nenhum. Agora, não tem dinheiro e o orçamento de 2019 mostra isso e o que está acontecendo em 2018 também mostra isso. O que estou falando está ancorado na verdade e na realidade. Se alguém mostrar diferente, venha para o jogo, venha para a mesa. Hoje nós não temos condições de aumentar absolutamente nada de ninguém. Todos os poderes precisam fazer aquilo que estou fazendo no Executivo: cortar e dar a sua contribuição para Mato Grosso”, argumentou.

Mendes estendeu a “responsabilidade” a todos os setores, inclusive ao funcionalismo público, conforme Só Notícias já informou, e ao empresariado. “A grande verdade, meus amigos, é que todos precisam entender que existe uma grave crise em Mato Grosso. Senão, fica gente falando disso e a maioria parece que não entende. Os servidores precisam entender, o empresário precisa entender, os poderes precisam entender, o cidadão precisa entender e a imprensa precisa entender isso. Neste cenário que estamos vivendo hoje, todos estão perdendo”, concluiu.