Política

Juiz adia depoimentos de Silval e mais 10 réus acusados de desvio de R$ 8,1 milhões

O juiz Jorge Luiz Tadeu Rodrigues, titular da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, adiou as audiências que estavam marcadas para esta terça, quarta e quinta-feira, em que seriam interrogados o ex-governador Silval Barbosa e mais 10 réus na ação penal referente à operação Sodoma 5, que apura fraudes em licitação, desvio de dinheiro público e pagamento de propinas, realizados em contrato de compra de combustível pela Secretaria de Estado de Transporte e Pavimentação Urbana (Setpu), atual Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra).

Nesses dias, seriam ouvidos, além de Silval, seus ex-secretários de Estado César Roberto Zílio, Pedro Elias Domingos de Mello e Francisco Faiad (Administração), José de Jesus Nunes Cordeiro (adjunto de Administração), Sílvio Cézar Corrêa Araújo (chefe de gabinete) e Valdísio Juliano Viriato (adjunto de Transporte e Pavimentação Urbana), além de dois servidores da Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística e dois empresários.

O adiamento se deu por conta da suspensão da audiência que deveria ter ocorrido no último dia 4, quando estavam programadas as oitivas de Elio Corrêa e José Roberto Pacheco, testemunhas de acusação, arroladas pelo Ministério Público Estadual (MPE). Eles não foram intimados e a promotora de Justiça Januária Dorilêo insistiu que eles fossem ouvidos no processo. Naquele mesmo dia, também estavam previstos os depoimentos das testemunhas arroladas pela defesa de Francisco Faiad. As oitivas não ocorreram porque os advogados dos réus não concordaram em inverter a ordem de interrogatórios.

Com isso, a nova data prevista para que as testemunhas de acusação e de defesa prestem explicações à Justiça é 6 de fevereiro, às 13h30. Somente depois de todos eles serem ouvidos é que o juiz determinará as datas para interpelar os réus.

A operação Sodoma 5 foi deflagrada em 14 de fevereiro do ano passado, pela Delegacia Especializada em Crimes Fazendários e Contra a Administração Pública (Defaz). Apura-se a existência de um esquema de fraudes em licitação, desvio de dinheiro público e pagamento de propinas, realizados pelos representantes de duas empresas em benefício da organização criminosa comandada pelo ex-governador Silval Barbosa.

Conforme a denúncia do Ministério Público, o grupo teria cobrado propina de empresários, entre os anos de 2011 e 2014, para fraudar licitações e manter contratos de fornecimento de combustível, para a frota do governo do Estado, e com uma empresa de informática.

O esquema de corrupção teria causado desvio de R$ 8,1 milhões das secretarias de Administração (extinta SAD e atual Secretaria de Gestão) e da Sinfra.